Na realidade o AIV foi apenas o início – há muito ainda por fazer
29 November 2005

Mensagem de Ad de Raad,
Coordenador Executivo
Programa Voluntários das Nações Unidas (VNU)
Dia Internacional dos Voluntários, 5 Dezembro 2005

Faz hoje quatro anos que o Ano Internacional dos Voluntários (AIV) 2001 chegou ao seu final. O ano acabou em um ponto alto, na medida que os quatro pilares de ação do AIV - reconhecimento, promoção, facilitação e desenvolvimento de redes, deu o impulso que elevou o perfil do voluntariado, e dos voluntários, a níveis nunca antes vistos.

Avançamos no tempo e o “momentum” do AIV continua. A agenda do voluntariado é visível mundialmente graças, em parte, aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) e  seu chamado para envolver todas as partes interessadas na erradicação da pobreza extrema. Cada vez mais, governos adotam a idéia de propiciar um ambiente favorável ao florescimento do voluntariado. Na verdade, cada vez mais, os governos reconhecem os benefícios resultantes, quando são dados aos indivíduos os meios necessários para empreender ações de voluntariado nas suas próprias comunidades.

Desde o AIV, assistiu-se a um crescimento significativo de estruturas e políticas concebidas para emoldurar o voluntariado. Vários governos já adotaram legislação que promove o apoio ao voluntariado e existe agora um maior reconhecimento do seu valor econômico, bem como  um aumento de iniciativas para medir a contribuição desta atividade. O “World Volunteer Web”, portal na internet criado em 2002, desempenha um papel importante na promoção da partilha global de informação e conhecimento, numa ampla variedade de aspectos relacionados com o voluntariado.

Contudo e apesar de importantes progressos realizados, ainda há muito trabalho pela frente em termos de reconhecer e canalizar o potencial do voluntariado para o desenvolvimento. São certamente eventos como o Dia Internacional dos Voluntários que ajudam a destacar o impacto que os voluntários têm em diferentes regiões. As Nações Unidas, os governos, a sociedade civil em geral, a mídia e os cidadãos comuns, empregam o 5 de Dezembro para fortalecer a consciêntização do voluntariado, como recurso para alcançar os ODMs. Tais iniciativas ajudam a superar barreiras antigas, que limitam a noção do voluntariado à ações caritativas e maioritariamente realizadas por pessoas originárias de países desenvolvidos.

A reflexão acima, posterior ao AIV não se dá por coincidência. Os recentes desastres naturais na América Central, Paquistão e Estados Unidos, colocaram os voluntários em evidência internacional, demonstrando claramente que os voluntários estão sempre na primeira linha de intervenção, em situações de catástrofe. Mais recentemente, durante a Cimeira Mundial, líderes globais e os responsáveis pela tomada de decisões, reforçaram a idéia de que sem a participação plena de todas as pessoas, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio não serão cumpridos.

Para alguns, o AIV pode ser visto como ponto de convergência de todos os esforços em uma campanha que alerta para um maior reconhecimento, promoção, facilitação e desenvolvimento de redes de voluntariado. Mas para muitos, ainda há espaço para um maior progresso. Na realidade o AIV foi apenas o início – há muito ainda por fazer. Promover o envolvimento dos cidadãos em atividades de voluntariado para que os ODMs sejam plenamente alcançados, é apenas uma entre muitas outras tarefas na agenda global do voluntariado.

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From: UN Volunteers, Germany



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